Quem mora em Florianópolis conhece a sensação: abrir a janela pela manhã e encontrar a montanha coberta pela mata, o reflexo da baía, o canto dos pássaros antes do movimento da cidade. A arquitetura contemporânea deu nome a esse desejo de viver perto da natureza: biofilia.
Neste artigo, explicamos o que o conceito significa, como ele aparece em projetos residenciais e de que forma orienta o Vista Artefacto by KDS, em Santo Antônio de Lisboa.
O que é biofilia
A palavra vem do grego: bios, vida, e philia, afeição. O psicanalista Erich Fromm usou o termo em 1964 para descrever a atração humana por tudo o que é vivo. Vinte anos depois, o biólogo Edward O. Wilson ampliou a ideia no livro Biophilia, de 1984, defendendo que essa afinidade faz parte da nossa herança evolutiva.
No mesmo ano, um estudo do pesquisador Roger Ulrich, publicado na revista Science, observou que pacientes em recuperação cirúrgica tinham alta mais cedo e precisavam de menos analgésicos quando a janela do quarto tinha vista para árvores. A partir dos anos 2000, o professor Stephen Kellert, da Universidade Yale, organizou esses achados em princípios de projeto. Nascia o design biofílico.
Como a biofilia aparece em um projeto residencial
Na prática, a arquitetura biofílica se traduz em escolhas que o morador percebe no cotidiano:
- Luz natural, que acompanha as horas do dia e as estações.
- Vegetação viva, integrada às fachadas, varandas e áreas compartilhadas.
- Vistas abertas, com aberturas posicionadas para enquadrar a paisagem.
- Materiais naturais, como madeira, pedra e fibras, que trazem textura e temperatura aos ambientes.
- Transições suaves entre interior e exterior, para que a casa se estenda até o jardim.
Hotéis como os das redes Aman e Six Senses fizeram desse repertório uma assinatura. No mercado residencial, ele ganha ainda mais força, porque acompanha a rotina dos moradores ao longo dos anos.
Florianópolis: a Ilha que convida à biofilia
Poucas capitais oferecem uma relação tão direta com a natureza. Os morros da Ilha guardam trechos preservados de Mata Atlântica, as baías desenham uma costa recortada, e o clima permite viver de janelas abertas durante boa parte do ano.
Em Santo Antônio de Lisboa, essa relação ganha uma camada a mais. Voltado para a Baía Norte, o bairro recebe o sol da tarde sobre águas calmas, com veleiros ancorados e o verde dos morros ao fundo. É um cenário que a arquitetura pode emoldurar e incorporar ao dia a dia.
A biofilia e o Vista Artefacto by KDS
O Vista Artefacto by KDS foi projetado a partir desse princípio, e ele começou pelo terreno. As árvores nativas que ocupavam o lote foram transplantadas para formar um bosque, que será reincorporado ao paisagismo. As espécies locais, adaptadas ao clima e ao solo da Ilha, seguem como parte do endereço.
No projeto arquitetônico assinado pela D’House, as plantas sobem pelas sacadas e acompanham a fachada. No Espaço Acqua, a piscina enquadra a montanha ao fundo, envolvida por vegetação tropical. A curadoria de mobiliário da Artefacto, marca que nasceu em 1976 trabalhando fibras naturais à mão, reforça essa ligação nos Espaços Boutique.
De todos os elementos de um empreendimento, o verde é o único que cresce depois da entrega das chaves. As copas se ampliam, as floradas se sucedem e a sombra muda de lugar conforme as estações. Com os anos, a mata da montanha, o bosque nativo e o jardim das sacadas formam uma paisagem que estará ali para sempre.
Para saber mais sobre o Vista Artefacto by KDS e acompanhar o pré-lançamento, acesse bykds.com.br.
Protocolo RI – AC016110196